domingo, 11 de novembro de 2007

Excelências da batina


Pe. Jaime Tovar Patrón
Esta breve coleção de textos nos recorda a importância do uniforme sacerdotal, a batina ou hábito talar. Valha outro tanto para o hábito religioso próprio das ordens e congregações. Em um mundo secularizado, da parte dos consagrados não há melhor testemunho cristão que a vestimenta sagrada nos sacerdotes e religiosos.
Sete excelências da batina.
"Atente-se como o impacto da batina é grande ante a sociedade, que muitos regimes anticristãos a têm proibido expressamente. Isto nos deve dizer algo. Como é possível que agora, homens que se dizem de Igreja desprezem seu significado e se neguem a usá-la?"
Hoje em dia são poucas as ocasiões em que podemos admirar um sacerdote vestindo sua batina. O uso da batina, uma tradição que remonta a tempos antiqüíssimos, tem sido esquecido e às vezes até desprezado na Igreja pós-conciliar. Porém isto não quer dizer que a batina perdeu sua utilidade, se não que a indisciplina e o relaxamento dos costumes entre o clero em geral é uma triste realidade.
A batina foi instituída pela Igreja pelo fim do século V com o propósito de dar aos seus sacerdotes um modo de vestir sério, simples e austero. Recolhendo, guardando esta tradição, o Código de Direito Canônico impõe o hábito eclesiástico a todos os sacerdotes.
Contra o ensinamento perene da Igreja está a opinião de círculos inimigos da Tradição que tratam de nos fazer acreditar que o hábito não faz o monge, que o sacerdócio se leva dentro, que o vestir é o de menos e que o sacerdote é o mesmo de batina ou à paisana.
Sem dúvida a experiência mostra o contrário, porque quando há mais de 1500 anos a Igreja decidiu legislar sobre este assunto foi porque era e continua sendo importante, já que ela não se preocupa com ninharias.
Em seguida expomos sete excelências da batina condensadas de um escrito do ilustre Padre Jaime Tovar Patrón.
1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE
Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.
2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO
Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes... Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos.
Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento.
As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis tem lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o "desbatinamento" ou "desembatinação" leva à dessacralização.
3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS
O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.
4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS
A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade.
Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais.
Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros.
Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.
5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS
O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?
6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR
A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja.
Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.
7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO DA IGREJA
Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.
Estas sete excelências da batina poderão ser aumentadas com outras que venham à tua mente, leitor. Porém, sejam quais forem, a batina sempre será o símbolo inconfundível do sacerdócio, porque assim a Igreja, em sua imensa sabedoria, o dispôs e têm dado maravilhosos frutos através dos séculos.
Notas:
- O autor: Padre Jaime Tovar Patrón, coronel capelão, ocupou importantes responsabilidades no Vicariato Castrense. Oriundo de Extremadura, Espanha, foi grande orador sacro. Autor do livro Los curas de la Cruzada, autêntica enciclopédia dos heróicos sacerdote que desenvolveram seu trabalho pastoral entre os combatentes da gloriosa Cruzada de 1936. É, ademais, uma história do sacerdócio castrense. Faleceu em janeiro de 2004.
- Código de Direito Canônico (1983): Livro II, I Parte, Título III, Capítulo III:
Cân. 284 Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais.
Cân. 285 § 1. Os clérigos se abstenham completamente de tudo o que não convém ao seu estado, de acordo com as prescrições do direito particular.
§ 2. Os clérigos evitem tudo o que, embora não inconveniente, é, no entanto, impróprio ao estado clerical.- Convém recordar: muitos sacerdotes e religiosos mártires pagaram com seu sangue o ódio à fé e à Igreja desencadeado nas terríveis perseguições religiosas dos últimos séculos. Muitos foram assassinados simplesmente por vestirem a batina. O sacerdote que veste a batina é para todos um modelo de coerência com os ideais que professa, à vez que honra o cargo que ocupa na sociedade cristã. Se bem é certo que o hábito não faz o monge, também é certo que o monge veste hábito e o veste com honra. Que podemos pensar do militar que despreza seu uniforme? O mesmo que do vigário que despreza sua batina!
(Essa tradução é uma contribuição generosa do nosso leitor Luís Augusto Rodrigues Domingues)

sábado, 10 de novembro de 2007

Jonal A Tribuna

Lex Orandi

O Concílio Vaticano II, realizado em Roma entre 1962 e 1965, teve por finalidade o aggiornamento (atualização) pastoral da Igreja, conforme o desejo do papa João XXIII, que convocou representantes do episcopado mundial e seus peritos para aquele histórico evento.

Os padres conciliares resolveram aprovar o primeiro documento em 1963, a Constituição Apostólica Sacrosanctum Concilium. Nela estavam orientações básicas da necessidade de uma revisão do serviço religioso, porém com a manutenção de certos princípios perenes. Posteriores documentos pontifícios, emanados dos competentes dicastérios da cúria romana, trataram de complementar a aplicação da Sacrosanctum Concilium.

Atendendo ao desejo do movimento litúrgico, anterior ao Vaticano II, mas que nele encontrou o seu espaço de ação concreta, começou a tão desejada reforma litúrgica, que atingiu em particular o rito romano (um dos mais de 20 tipos de liturgias que a Igreja possui); assim, em 1970 veio a lume no orbe católico o novo Ordo Missae. A participação plena, consciente e frutuosa deveria nortear o novo rito da celebração eucarística, fruto do esforço dos que desejavam há muito atingir tal intento.

Inicialmente em torno do novo rito da missa, promulgado por Paulo VI, surgiram grandes expectativas, mas, no decorrer de seu uso, certas instrumentalizações e ``experiências'' litúrgicas acabaram por causar mal-estar em muitos ambientes. Alguns membros do clero e leigos não aceitaram bem certas mudanças ocorridas e, por diversos motivos, preferiram manter-se apegados à missa tradicional, como um sinal externo de outras razões mais profundas. Certo grupo, apegado ao uso do antigo Missal Tridentino (promulgado no Concílio de Trento em 1570 por S. Pio X e reformulado pela última vez por João XXIII em 1962), chegou até a separar-se da Sé Apostólica em 1988, em nome da manutenção da tradição. Felizmente a situação vem sendo sanada aos poucos pela Santa Sé; vale lembrar o esforço feito para a criação da Fraternidade de S. Pedro (1988), a ereção da Administração Apostólica S. João Maria Vianey (2002) e a aprovação ``ad experimentum'' do Instituto Bom Pastor (2006), sendo que os dois últimos encontram-se em ativa atuação na Arquidiocese de S. Paulo e noutros locais do Brasil.

O papa Bento XVI, sensível à situação de fiéis dotados de formação peculiar e desejosos de uma espiritualidade mais profunda, no dia 7 de junho de 2007 concedeu, através do Motu Próprio Data Summorum Pontificum, a liberação plena do uso do Missal Romano antigo (Tridentino) segundo a última versão publicada em 1962, para qualquer sacerdote católico que queira celebrar no rito romano na agora denominada ``forma extraordinária'' da celebração eucarística, que tem como características o uso exclusivo do latim e a posição do celebrante ``ad orientem'' / ``versus altare'' conduzindo os fiéis para Deus. Vale ressaltar que nunca a Santa Sé formalmente proibiu a celebração da missa tridentina, pois jamais foi ab-rogado juridicamente o missal antigo.

Não há nenhum impedimento legal para que também a missa ``nova'' ou de Paulo VI (1970), atual forma ordinária do rito romano, seja celebrada em latim, embora se recomende que as lições sejam proclamadas preferencialmente em vernáculo. A Igreja concedeu por motivos pastorais um maior uso da língua vulgar (idiomas locais) não a exclusão do latim.

O latim, base de grande parte da comunicação oral e escrita do Ocidente, sofreu um processo de estacionamento, mantendo-se estrutu- ralmente estável. Ele conti- nua a ser fundamental para a manutenção de termos lingüísticos no Direito, na Medicina e em outras ciências.

O Romano Pontífice lembra aos bispos, em uma carta anexa que acompanha o Motu Próprio sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma litúrgica de 1970, que não há ``...temor de que... o uso do Missal de 1962 levasse a desordens ou divisões nas comunidades...''. O papa é mais categórico ainda ao afirmar que ``o uso do Missal antigo pressupõe um certo grau de formação litúrgica e conhecimento da língua latina; quer uma, quer outra não é freqüente encontra-las''.

O teólogo Ratzinger (Bento XVI) surpreende na carta aos bispos ao dizer: ``...as duas formas do rito romano podem enriquecer-se mutuamente... E, na celebração da missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que fre- qüentemente tem acontecido até agora (grifo nosso) aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo'', e lembra ainda ``a garantia segura que há de o Missal de Paulo VI poder unir as comunidades e ser amado por elas é celebrar com grande reverência (grifo nos- so) em conformidade com as rubricas'' .

Bento XVI enfatiza: ``...Aquilo que para gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado... faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da igreja, dando-lhes o justo lugar''. Lex orandi, lex credendi.

TAVARES JR. Historiador, pesquisador da História Eclesiástica, responsável pelo Centro de Memória do Ensino Profissional e docente do Centro Paula Souza/Unesp e SEE/SP. Segunda-feira 29 outubro de 2007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O Traje de vestir

Trajes de vestir
Foto acima é de como um Católico deve se vestir
(MJCB - Movimento Jovem Católico do Brasil)
O objetivo do presente artigo é para o homem e a mulher, principalmente estas, já que por elas é que tem se descuidado no modo de vestir conforme se mostrará. Nem é para os que freqüentam Igreja apenas, mas vamos passar na Igreja primeiro.
Chega o fim de semana, Igrejas lotadas, pessoas que nunca se vêem na Igreja aparecem do nada. Aparecem as mulheres de 15 a 40 e tantos anos usando a última roupa da moda, como aquela em que a metade de cima das costas é descoberta e a parte de baixo coberta, que ao se encostar no banco da uma impressão de estar com o tronco todo descoberto. Ou esta mesma moda de colocar os ombros para fora e braços descobertos, em que o olhar de cada homem imagina estar vendo uma mulher de biquíni. A atenção então da Missa na cabeça do homem sai de um lugar e vai para outro.
Imaginem onde Jesus se faz presente, no altar ou no sacrário, aparecem então no Templo sagrado (Igreja) pessoas com roupas para chamarem atenção e para que o sexo oposto veja sua sensualidade, e seu atributo físico modificado na academia, quando Jesus expulsou os vendedores do templo não foi diferente, estavam profanando um lugar santo, praticando um mundanismo. Porque está escrito: “ Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo que há no mundo - a concupiscência (cobiça) da carne, a concupiscência dos olhos e o orgulho da riqueza - não vem do Pai, mas do mundo.” (1Jo 2,16) Ora se uma pessoa coloca uma roupa elegante outras pessoas do mesmo sexo cobiçam em querer possuir aquela roupa da ultima moda, enquanto as pessoas do sexo oposto, o homem na maioria das vezes, cobiça quem está vestindo a roupa e quanto para o corpo físico aquilo atrai. E acaba cometendo o pecado grave do nono mandamento:
“Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração. ” (Mt 5,28)

Mas o presente artigo não é para pessoas católicas que vão a missa apenas, serve para qualquer um que diz “seguir” a Bíblia. Vamos agora Santa Angela de Foligno (Século XIII) que foi uma mulher mundana, escrava da moda e suficientemente rica para satisfazer todos os seus caprichos em perfumes, jóias,... Depois de passar pelo crivo da dor -depois de casada rica, morreram simultaneamente seu marido e todos os seus filhos- e da penitência, recebeu a mensagens de Jesus, que transcrevo aqui, não foi Santa Angela nem eu quem inventamos:

“Quando a morte te arrancar deste mundo, cheio de vaidades e luxos sem razão, e chegardes a Minha Presença para ser julgada... vendo os pecados que os homens cometeram ao olhar para o teu corpo escassamente coberto, tu própria ficarás envergonhada”.

Que pretexto poderás então apresentar-Me? Ai de ti mulher pelos teus escândalos! Ai de ti que perdeste o pudor e a vergonha! Porque procedes assim? Porque me crucificas novamente com os cravos da tua imodéstia?

Quando, de forma irrespeitosa, Me recebes na Comunhão, quanta amargura sinto ao entrar no teu corpo, que é motivo de tantos pecados nos homens e de mau exemplo para as poucas mulheres que tu, com desdém e desprezo, chamas “antiquadas”,!... Asseguro-te, que muitas destas “antiquadas” estão Comigo, enquanto muitas “modernas” sem pudor, como tu, estão “gozando” no inferno”.

Das revelações de Jesus saiu seu livro: “Experiências, espirituais, revelações e consolações da Bem-Aventurada Ângela de Foligno”. Esta obra teve tal aceitação entre os teólogos que foi atribuído a ela o honroso título de “Mestra dos Teólogos”. Ela morreu em 1309 com 61 anos, consumida pela dor, pelos sofrimentos e penitências.
Nossa Senhora de Fátima, ao revelar em Fátima no ano de 1917, em que a moda não era tão descarada, disse: “Virão umas MODAS que desagradarão muito a Nosso SENHOR” . Estamos neste tempo, no qual a moda da época é cada vez mais absorvida.
Diante de tanta moda herdada de gerações e cada uma mais diferente da outra, a mulher ou o homem ficam sem saber o que usar quando pensam em querer agradar a Deus desde ir para uma festa até ao ir para uma Missa. Diz em Romanos: “E não vos conformeis com esse mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus” (Rm 12,2) E quem está com coragem para não se conformar com as modas do mundo e se esforçar em pensar com a vontade de Deus ? Ainda acham que se deve observar a modo apenas quando se vai a Missa, quando na verdade o pecado do desejo carnal se manifesta no homem principalmente quando se está numa festa pública.
No catecismo da Igreja Católica diz: “O pudor inspira um modo de viver que permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes.” (2523 CIC) Estamos mesmo aderindo moda e ideologia dominante ?
Há pessoas que não tem um critério objetivo definido sobre qual nível de roupa usar e diz: “não vamos nos vestir a ponto de ficar nu, mas também não precisamos se vestir como um freira”, esse argumento subjetivo não diz nada ainda, não tem critério nenhum sobre o que seria agradável ou não a Deus que se vestisse, saibam pois as mulheres que os homens são muito “fracos” e não podem ficar vendo sempre as partes glúteas da mulher, mostrada por uma calça justa, e que é tão explorada pela mídia. As mulheres não sentem isso, porque só o homem consegue ver tais partes do corpo da mulher com concupiscência, o desejo carnal. Já que estas partes do corpo já são tão mostradas abertamente pela propaganda da mídia (eles sabem que isso atrai), porque mostrarmos de modo claro essas áreas usando calças justas, apertadas e finas ?

Que nesse questionamento de qual roupa usar, não sejamos parciais nem subjetivos, em um argumento do tipo: “me sinto bem assim” ou “problema de quem ver”. Sim o problema também é de quem ver e que vai cometer o pecado do desejo carnal (concupiscência), e assim a mulher por ter facilitado tal coisa pagará também. Quando se usa calças apertadas sejam elas jeans ou tecido mais fino o homem está tendo toda uma idéia da forma do corpo da mulher, é como se tivesse vendo a própria mulher de biquíni, ao usar o biquíni qual seria a diferença para o homem já que a forma toda já foi vista com a mulher usando calça ? Sair na rua com saias justíssimas seria menos pecaminoso do que calças justas (coladas) ?
Vejam o que São Paulo diz: “quero que as mulheres usem traje honesto, ataviando-se com modéstia e sobriedade. Seus enfeites consistam não em primorosos penteados, ouro, pérolas, vestidos de luxo.” (1Tm 2,9). Traje honesto, nesta passagem, não se refere a uma característica [subjetiva, vaga e indefinível] da roupa, mas se refere a um tipo específico [objetivo, preciso e definível] de roupa. “ KATASTOLE ” é a palavra grega que é traduzida como traje honesto. A definição literal da palavra é “PEÇA DE VESTIR COMPRIDA E FROUXA”. É com isto que podemos reavaliar nosso guarda-roupa! Porque realmente o corpo de uma mulher não está coberto com pudor usando uma calça comprida, mas com uma textura nova em forma de tecido.


Texto: Angelo Alves

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

ESTERILIZAÇÃO (Um delito contra a vida)

Um delito contra a vida

1. O que é a esterilização?

É a mutilação de um órgão reprodutor, feita a fim de que ele não mais possa funcionar.

2. Que tipos de esterilização existe?

A esterilização do homem é feita pela vasectomia. A esterilização da mulher é feita pela ligadura de trompas.

3. Como a vasectomia estraga o aparelho reprodutor masculino?

Através de um corte nos vasos e canais que conduzem os espermatozóides dos testículos para a vesícula seminal.

4. Como a ligadura de trompas estraga o aparelho reprodutor feminino?

As trompas são ligadas ou extirpadas, e assim o óvulo não pode mais caminhar para o útero nem se encontrar com o espermatozóide.

5. Nós temos o direito de amputar um órgão do nosso corpo?

Não, a menos que seja um órgão doente e que ponha em risco a saúde de todo o organismo (por exemplo, um braço com gangrena). Mas amputar um órgão sadio é sempre um pecado. Por exemplo, não podemos pedir a um médico para arrancar nossos olhos ou nossas mãos, se estiverem sadios.

6. E se alguém pede a um médico para mutilar e estragar um órgão reprodutor?

O pecado é maior, pois trata-se de um órgão criado por Deus para a sublime missão de transmitir a vida.

7. E se a mulher por problemas de saúde for desaconselhada de ter mais filhos, pode fazer ligadura de trompas?

De jeito nenhum. Não podemos estragar seus órgãos reprodutores, se eles estão sadios.

8. Mas se ela não se operar, vai acabar morrendo na próxima gravidez...E quem disse que ela é obrigada a engravidar?

A gravidez não vem por acaso, mas é sempre fruto de uma relação sexual. E a relação sexual é um ato livre. Ninguém é "obrigado" a praticá-la. Se não convém para a saúde uma nova gravidez, o casal pode muito bem abster-se das relações sexuais no período fértil. Nunca é necessário nem lícito mutilar os órgãos reprodutores.

9.Nem depois de uma certa idade a mulher tem o direito de se operar para não ter mais filhos?

Não. A esterilização é pecado em qualquer idade em que seja praticada.

10. Nem o homem pode fazer vasectomia, se a esposa concordar?

Mesmo que a esposa concorde, Deus não concorda. Nunca é lícito estragar um órgão sadio criado para transmitir a vida.

11. O que acontece com o casal que voluntariamente se esteriliza?

Ele passa a viver fechado no seu egoísmo, sem qualquer abertura à uma nova vida. Um já não pode mais dizer para o outro "Eu te amo" sem dizer mentira. Pois o verdadeiro amor é fecundo.

12. O casal que já se esterilizou não tem salvação?

Tem, desde que se arrependa sinceramente do pecado que cometeu. Convém que eles se lembrem que o poder de procriar sempre foi considerado pela Bíblia uma bênção de Deus, e que eles rejeitaram esta bênção. Mas todo pecado tem perdão, desde que o arrependimento seja sincero.

13. Que pode fazer o casal esterilizado para compensar o pecado cometido?

Para evitar que o corpo de um se torne para o outro um simples brinquedo ou objeto de prazer a ser usado a qualquer hora e sem nenhum custo, o casal poderia, de comum acordo, decidir abster-se de relações sexuais durante alguns dias do mês. Poderia também, por exemplo, adotar crianças, ensinar os outros casais a valorizar o dom da vida, lutar contra o aborto... Há ainda a chance remota de reversão da esterilização.

Anápolis, 06 de janeiro de 2002Pe. Luiz Carlos Lodi da CruzPresidente do Pró-Vida de Anápolishttp://www.providaanapolis.org.br/estvida.htm


Um atentado ao plano de Deus


ANTICONCEPÇÃO


Um atentado ao plano de Deus!



1. Para que serve a união sexual?
Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.



2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?
Não necessariamente. Mas é ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois.



3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?
Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.



4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?
Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.



5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.



6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
Há vários meios, todos eles pecaminosos:a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou "camisinha-de-vênus"), o diafragma e o preservativo feminino.c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.



7. Como é que a pílula anticoncepcional funciona?
A pílula anticoncepcional é um conjunto de dois hormônios - o estrógeno e a progesterona - que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre recebendo a mensagem falsa de que ela está grávida.





8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
Não é um remédio, mas um veneno. Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está funcionando bem) deixe de funcionar. Logo ela é um veneno.



9. Quais são os efeitos deste veneno?
Além de fechar o ato sexual a uma nova vida, a pílula traz graves conseqüências para a saúde da mulher. São elas:- doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio- aumento da pressão arterial- tumores no fígado- câncer de mama- problemas psicológicos, como depressão e frigidez- obesidade- manchas de pele- cefaléias (dores de cabeça)- certos distúrbios de visão- aparecimento de caracteres secundários masculinos- envelhecimento precoce.



10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.



11. Assim as mulheres de hoje que usam pílula podem ovular?
Podem. E caso tenham relação sexual podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.



12. Então a pílula anticoncepcional é também abortiva?
Sim. Este é um dos seus mecanismos de ação: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: "mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)". A bula de Microvlar diz: "Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo (a criança)".



13. Em resumo, quais são os mecanismos de ação das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
a) inibir a ovulação;b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).



14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.



15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser "evitado", mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus.



16. Dê um exemplo de razões que seriam válidas para se limitar ou espaçar os nascimentos.
Problemas sérios de saúde, que poriam em risco a vida da mulher em uma nova gravidez; ou problemas financeiros sérios (que impedissem de fato que o casal sustentasse uma família numerosa).



17. Um casal poderia utilizar um método natural sem ter nenhum motivo sério para ter poucos filhos?
Não. Se fizesse isso estaria frustrando o plano de Deus, que disse: "Crescei e multiplicai-vos". O normal para um casal é ter muitos filhos.



18. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
Não. Um filho único está arriscado a ser uma criança problema. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldade no futuro ao ingressar na sociedade. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.



19. Quantos métodos naturais existem para regulação da fertilidade?
a) o método Ogino Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e supõe que a mulher tenha um ciclo menstrual regular. Hoje seu uso está abandonado. Estranhamente, a Pastoral da Criança resolveu ressuscitá-lo sob o nome de "método do colar".b) o método da temperatura: baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. Inconvenientes: necessidade de se ter um termômetro, saber usá-lo, lembrar-se de usá-lo diariamente à mesma hora e saber fazer um gráfico. Além disso, a temperatura pode variar por outros motivos, como uma gripe ou a ingestão de um analgésico. O aparelho Mini-Sophia é uma versão eletrônica e computadorizada do uso deste método.c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que torna-se fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias infeteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. Pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.



20. É verdade que o método Billings "não funciona"?"
Não funciona" para os fabricantes de anticoncepcionais, que não querem perder seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.



21. Mas não é muito mais cômodo tomar a pílula anticoncepcional do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
Sem dúvida é mais cômodo. Mas o verdadeiro amor se prova pelo sacrifício.



22. E se a mulher engravidar apesar de usar o método natural?
O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar contando com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.

Anápolis, 24 de junho de 2001. Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz Presidente do Pró-Vida de Anápolis http://www.providaanapolis.org.br/anticopr.htm