sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Eu conservo a MISSA TRADICIONAL

Declaração do Reverendíssimo Pe. Calmel, OP

Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V. no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.

Por quê? Porque na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa atual, e que se reveste, momentaneamente, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.

Se aceitarmos este rito, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como de fato o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?

Perguntar-me-iam: Mantendo a Missa de sempre, em oposição a todos e contra todos, o senhor refletiu a que se expõe? Sim. Eu me exponho, se assim posso dizer, a perseverar no caminho da fidelidade a meu sacerdócio, e, portanto, prestar ao Sumo Sacerdote, nosso Supremo Juiz, o humilde testemunho de meu oficio de padre. Exponho-me a dar segurança aos fiéis desamparados, tentados de cepticismo ou de desespero. De fato, todo e qualquer padre que conserve o rito da Missa codificado por São Pio V, o grande Papa dominicano da Contra-reforma, permitirá aos fiéis participar do Santo Sacrifício sem equívoco possível; comungar, sem risco de ser enganado, o Verbo de Deus Encarnado e imolado, tornado realmente presente sob as sagradas espécies. Aliás, o padre que se submete ao novo rito, inteiramente forjado por Paulo VI, colabora, de sua parte, para instaurar progressivamente urna Missa falsa, em que a presença de Cristo já não será real, mas transformada num memorial vazio; e por isso mesmo o Sacrifício da Cruz já não será real e sacramentalmente oferecido a Deus; enfim, a comunhão não passará de uma ceia religiosa em que se comerá um pouco de pão e se beberá um pouco de vinho; nada mais do que isso; como entre os protestantes.

Não consentir em colaborar para a instauração revolucionária de uma missa equívoca, orientada para a destruição da Missa, será entregar-se a certas desventuras temporais, e certas desgraças neste mundo? O Senhor o sabe, e Sua graça basta. Na verdade, a graça do Coração de Jesus, que chega até nós pelo Santo Sacrifício e pelos Sacramentos, sempre é suficiente. É por isso que Nosso Senhor nos diz tão tranqüilamente: "Aquele que perder a sua vida neste mundo por minha causa, salva-la-á na vida eterna”.

Reconheço sem nenhuma hesitação a autoridade do Santo Padre. Afirmo, no entanto, que qualquer Papa, no exercício de sua autoridade, pode cometer abusos de autoridade. Sustento que Paulo VI comete um abuso de autoridade de gravidade excepcional quando constrói um rito novo da Missa baseado numa definição de Missa que deixou de ser católica. “A Missa”, escreve ele em seu Ordo Missae, “é a reunião do povo de Deus, presidida por um sacerdote, para celebrar o memorial do Senhor”. Esta definição insidiosa omite propositadamente aquilo que faz católica a Missa católica, sempre irredutível à ceia protestante. Porque na Missa católica não se trata de um memorial qualquer, o memorial é de tal natureza, que contém realmente o Sacrifício da Cruz, porque o Corpo e o Sangue de Cristo se tornam realmente presentes por virtude da dupla consagração. Isto aparece, de modo a não permitir engano, no rito codificado por São Pio V; mas aparece flutuante e equívoco no rito fabricado por Paulo VI.

Da mesma maneira, na Missa católica o padre não exerce uma simples presidência; marcado com um caráter divino que o põe à parte por toda a eternidade, ele é o ministro de Cristo que, por si mesmo, realiza a Missa; é inadmissível que o padre seja assemelhado a um pastor qualquer, delegado dos fiéis para liderar sua assembléia. O que é perfeitamente evidente no rito da Missa ordenado por São Pio V torna-se dissimulado, senão escamoteado, no novo rito.

Portanto, não só a simples honestidade mas infinitamente mais: a honra sacerdotal, exigem de mim não ter a impudência de traficar a Missa católica, recebida no dia de minha ordenação. E porque se trata de ser leal, e principalmente em matéria de gravidade divina, não há autoridade no mundo, ainda que seja a autoridade pontifícia, que mo possa impedir.
Outrossim, a primeira prova de fidelidade e de amor que o padre deve dar a Deus e aos homens é guardar intacto o depósito infinitamente precioso que lhe foi confiado quando o bispo lhe impôs as mãos. É primeiramente sobre esta prova de fidelidade e de amor que serei julgado pelo Supremo Juiz.

Espero, com toda a confiança, da Virgem Maria, Mãe do Sumo Sacerdote, que me conceda permanecer fiel até à morte à Missa católica, verdadeira e sem equívoco.

Tuus sum ego, salvum me fac.
Pe. R.-TH. Calmel, O.P.

fonte : fsspx

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Segundo o Concílio de Trento – Missa de S. Pio V - a MISSA é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário, oferecida a Deus por um sacerdote em nome dos fiéis, e que, ao pronunciar as palavras da Consagração, ‘empresta’ a sua voz a Nosso Senhor (o faz na PESSOA DE CRISTO - “IN PERSONA CHRISTI”). Na realidade, é CRISTO NOSSO SENHOR e ÚNICO SACEDOTE que celebra a Missa, pois só Ele pode dizer “ISTO É O MEU CORPO.... ISTO É O MEU SANGUE”. Daí resulta que a Missa de S. Pio V é celebrada sobre um ALTAR (próprio para “SACRIFÍCIO” a Deus), por um sacerdote, voltado para Deus e de costas para o POVO, ou seja, o sacerdote, representando o povo diante de Deus, fala voltado a Deus, dando as costas aos seus representados... não tem cabimento um representante de um grupo qualquer dirigir-se a um superior voltado ao próprio grupo, dando as costas ao superior!.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Muçulmana abraça fé católica junto a capelão do exército americano no Iraque

Uma mulher muçulmana está cada dia mais perto de converter-se ao catolicismo da mão do Pe. Jose Bautista-Rojas, capelão dos fuzileiros navais católicos dos Estados Unidos na região de conflito no Iraque. Um correspondente da agência Catholic News Agency (CNA) narrou a comovedora história da zona de guerra.

"Enquanto trabalhava com os americanos, esta mulher, que deve ficar no anonimato, sentiu-se questionada no mais profundo ao ver que o pessoal médico dos Estados Unidos não só cuidava de seus compatriotas e aos civis iraquianos feridos mas também aos do grupo inimigo cansados em combate, inclusive alguns que tinham assassinado um fuzileiro naval", escreve Joe Burns do CNA."

A grande compaixão mostrada inclusive com os soldados inimigos levou a mulher ao seguinte passo. Pediu-lhe ao Padre Bautista-Rojas que lhe ‘contasse mais sobre Jesus’. Ao conhecer o Evangelho, a mulher islâmica a quem o sacerdote chamou ‘Fátima’ (que não é seu nome real), chamou-lhe muito a atenção o tratamento de Jesus com ‘as duas Marias’. Fátima se questionou por ver como Jesus ama profundamente a Maria, sua mãe, Imaculada, e como amava também com profundidade a Maria Madalena, ‘a grande pecadora’. Neste diálogo Fátima lhe disse ao Pe. Bautista-Rojas: ‘quero ser cristã".

O sacerdote então lhe pediu para ver outros capelães cristãos. Logo depois de um tempo, escreve Burns do CNA, Fátima voltou a procurar o Pe. Bautista-Rojas e lhe disse: "Quero ser católica como você". Ao perguntar o sacerdote por que tinha elegido o catolicismo, ela respondeu. "você foi o único que me falou dos outros cristãos, assim me deu liberdade para escolher. Assim soube que esta era a decisão correta".

Em que pese a ter sido ameaçada por seu pai sendo deserdada e não voltar a ver sua família nunca mais, Fátima não duvidou em sua opção. Com cautela, o Pe. Bautista-Rojas lhe pediu que reconsiderasse a decisão que estava tomando.

"Fátima –escreve Burns– fez uma pausa por um momento e olhando ao Padre Bautista-Rojas lhe perguntou: ‘Tão rápido se dá por vencido com Jesus?’ A pergunta golpeou ao sacerdote e em seguida pensou: ‘Isto é incrível, esta mulher muçulmana já está dando testemunho sobre quão importante é minha fé!"

Fonte: ACI
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"Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou?" (Mt 18,12)

"Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor". (Jo 10,16)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Cantos da Santa Missa



(clica no nome das músicas para ouvir)


Latin Ad ritus initiales




-Signum crucis In nomine Patris, ou tonus simples




-Formula salutationis Gratia Domini, ou Gratia vobis, ou Dominus vobiscum (simples), ou Dominus vobiscum





Ad ritum paenitentialem







-Kyrie XVI, ou outras configurações do Kyriale Romanum



-Post collectam (qui tecum vivit) , (qui vivis) ;



-Post collectam sollemnis (qui tecum vivit) , (qui vivis)




Ad liturgiam Verbi




-Tonus simples A, B, tonus sollemnis






















-Evangelium Tonus A , B , C






-Oratio fidelium (Credo) - A , B , C , D , E






-Post alias orationes A , B




Ad liturgiam eucharisticam






-Praefatio - tonus simplex , sollemnis





-Prex eucharistica I , I (solemn) , II , III , IV







-Pater noster A , B , C













-Agnus Dei or other setting from the Kyriale








Ad ritus conclusionis













tonus solemmnis



Depois da Missa












Voz e direitos autorais pertencem a Fr. Christopher J. Pollard, Front Royal, Virginia.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Missa de Sempre

“O monte Calvário é o monte dos amantes. Todo o amor que não tiver por origem a Paixão do Salvador é frívolo e perigoso” (São Francisco de Sales, Tratado do Amor de Deus, Livro XII, Capítulo XIII).

E enquanto o Padre não compreender que a sua razão de ser é o Sacrifício, que a sua Ordenação o ordena ao sacrifício, e Sacrifício de Nosso Senhor na Cruz, o padre não saberá, verdadeiramente, o que é, quem é. O Padre sem Missa, sem Sacrifício, é um olho sem visão, uma orelha que não houve, pés que não andam.(Monsenhor Fellay)

Que o amor à Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja em vossa alma.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Sete Pastores Luteranos voltam-se ao Catolicismo

Sete Pastores Luteranos voltam-se ao Catolicismo depois de retiros inacianos da SSPX.TALLINN (REVAL, Estônia) – De 6 a 11 de novembro Pe. Karl Stehlin, sacerdote da Sociedade Pio X baseado em Varsóvia, pregou os Exercícios Inacianos para sete pastores luteranos a pedido dos mesmos. Durante esses dias ele foi permitido celebrar a Santa Missa em uma das mais antigas igrejas da Estônia, que foi construída há 790 anos atrás.

Foram dias de muitas graças, segundo expressaram posteriormente todos os participantes. Os pastores luteranos ficaram particularmente impressionados pela forma profunda e meditativa que Santo Inácio de Loyola ensina a contemplação da vida de Jesus pela Sagrada Escritura. Um dos sete luteranos participante disse que finalmente compreendeu durante os exercícios inacianos como ler a Bíblia de forma compreensiva e meditativa. Um outro disse: “Eu descobri Maria!” Todos rezaram com muita alegria o Santo Rosário todos os dias. Os pastores também querem chamar a atenção de seus próprios fiéis para o Rosário.

Acima de tudo, os participantes elogiaram a lógica miraculosa, a unidade e harmonia da fé Católica Romana, que brilhou radiantemente durante os exercícios. Rezemos, nós Católicos, que esse retiro inaciano traga ricos frutos, que muitas pessoas da Estônia sejam trazidas para a verdade eterna de nossa santa Fé Católica. (FSSPX na Alemanha).

fonte-Le forum catholique